O que justifica fazerem um filme onde um grupo de exploradores entra em uma caverna e acaba tendo que enfrentar um bando de monstrengos mutantes?
Pior: o que faz um camarada preferir um filme desses a, por exemplo, algo do Jim Jarmusch, como “Café & Cigarros”?

Porra, primeiro que eu acho esse “Café & Cigarros” uma das maiores merdas já registradas em celulóide… talvez só valha pelo episódio com Iggy Pop e Tom Waits, pela curiosidade simples, nada mais. Merda é pouco.

Já “A Caverna”, o filme dos exploradores versus monstrengos, não é uma merda.
Está longe, muito longe, de ser um clássico, mas pode-se ver grandes qualidades nele, especialmente quando se liga o foda-se e se abre uma cerva.
É filme para ver bebendo.

Caveposter

O diretor é Bruce Hunt, diretor de segunda unidade da trilogia “Matrix”. Ele faz as coisas direitinho, assim como o editor, Brian Berdan, o mesmo de “Assassinos por Natureza”

O que difere esse de outros filmes de terror é que a trama se desenvolve em cenários reais, cavernas em aquíferos, alguns dos maiores e menos conhecidos locais da Terra.

A fotografia é bacana, a cinematografia é de gente especializada nesse tipo de ambiente e isso contribui muito com a sensação de claustrofobia.

Isso pode justificar um filme fraco, pode ser o diferencial: vermos ambientes diferentes em um filme de ação e não naqueles modorrentos documentários que passam na National Geographic.
Aconselho ver também os extras, com o documentário dos especialistas, com mais imagens das impressionantes cavernas. Locações na Romênia e em Yucatán, México.

É um filme que não assusta e não muda sua vida, mas que pode fazer você passar agradavelmente uma hora e meia.
Diferente do filmeco de capítulos, onde personagens ficam só falando dispensáveis merdas enquanto fumam e tomam café, no filme de Jarmusch.

Mesmo achando que ela não gosta de filmes de terror, creio que até Lucia Malla ia gostar d´”A Caverna”.