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	<title>Biajoni: Brain Eaters</title>
	
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	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
	<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 12:44:37 +0000</pubDate>
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		<title>o fim dos tempos &amp; o nevoeiro - 2008</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 19:25:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois filmes de terror apocalíptico, lançados quase ao mesmo tempo. 
À frente de “O Fim dos Tempos”, o cultuado M. Night Shyamalan, diretor de filmes fantásticos, cuja carreira estava à prova depois do espezinhado “A Dama na Água”. Shyamalan estava, aparentemente, em seu habitat: os rumores do enredo eram de um “inimigo invisível” que atacava [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Dois filmes de terror apocalíptico, lançados quase ao mesmo tempo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">À frente de “O Fim dos Tempos”, o cultuado M. Night Shyamalan, diretor de filmes fantásticos, cuja carreira estava à prova depois do espezinhado “A Dama na Água”. Shyamalan estava, aparentemente, em seu habitat: os rumores do enredo eram de um “inimigo invisível” que atacava a Terra – e o diretor bem gostava de “assustar sem mostrar”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O projeto “O Nevoeiro” era visto com desconfiança, tinha uma trama fantástica demais para um diretor que escolhia temas mais humanizados da obra de Stephen King. Outros filmes já haviam sido feitos com o mesmo tema do “nevoeiro” e a expectativa era que Frank Darabont se atrapalhasse com tantos “monstros” reais, visíveis e muito palpáveis presentes tanto no conto-referência de King como no roteiro que o próprio Darabont escreveu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Filmes prontos e vistos, as expectativas se confirmaram inversamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/fim-dos-tempos1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-65" title="fim-dos-tempos1" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/fim-dos-tempos1.jpg" alt="" width="325" height="475" /></a><br />
<span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Shyamalan fez um filme fraco, que sequer assume o <em>McGuffin</em>, tentando dar explicações científicas para o fenômeno que faz com que as pessoas se matem. É um filme de zumbis sem zumbis. Os únicos zumbis são os telespectadores que, altura tanta, sentem mesmo certa osmose e querem dar cabo à própria vida por estarem assistindo a um filme tão chocho. Não há conclusão, nem ecológica, como se esperava. Os personagens não têm carisma e o Mark Walbergh não tira a camisa nenhuma vez – o que frustrou as expectativas da minha senhoura. Não tem sexo, nem grandes sustos, a tensão inicial se esvazia em menos de meia hora e o filme quase não se agüenta por hora e meia, como bem disse <a href="http://www.interney.net/blogs/aomirante/" target="_blank">Nelson Moraes</a>, num papo de MSN dia desses.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">“Fim dos Tempos” é, porém, um filme a ser visto. Shyamalan mantém uma coerência temática, desenvolveu um estilo próprio, tem uma escrita cinematográfica marcante como poucos e cria algumas cenas realmente boas. Gostei especialmente da cena em que o carro entra em Princeton e se vê as escadas altas encostadas nas árvores e, acima, os corpos pendurados das pessoas que se mataram.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/o-nevoeiro1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="o-nevoeiro1" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/11/o-nevoeiro1.jpg" alt="" width="300" height="440" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Já “O Nevoeiro” se desenvolve diferente: começa meio mal; uma tempestade provoca uma correria até o supermercado principal de um pequeno vilarejo. De repente, sabemos que a tempestade pode estar relacionada com uma névoa estranha e densa que toma a parte de fora do supermercado. A câmera do diretor está dentro do supermercado, junto as pessoas, acompanhando a perplexidade de todos. A tensão vai crescendo a medida que os “monstros” do lado de fora vão dando as caras e a medida que os personagens dentro do recinto vão revelando também seus fantasmas, medos e paranóias. O ápice é o discurso de uma religiosa, que acha que estão todos prestes a presenciar o&#8230; fim dos tempos. O discurso acaba em sangue e divide os cidadãos. Alguns decidem fugir. E o final do filme é poderoso, chocante e não se preocupa com explicações demoradas sobre o incidente que talvez tivesse causado a névoa e/ou os monstros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Parece que Shyamalan, na ânsia de assustar com menos (onde menos é mais, manja? – aquela coisa minimalista) esqueceu que cinema é movimento, protagonista, antagonista, drama humano e&#8230; imagens. Darabont faz seu o trabalho redondo, não quer inventar nada, mas tem sensibilidade para não pisar o <em>trash</em> ou o <em>gore</em>, veja a cena quase final, dos tiros dentro do carro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Em alguns momentos, o profissionalismo supera a vocação e a intuição. </span><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Sempre supera o pretensionismo.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>no mundo de 2020 – 1973</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 15:09:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti “No Mundo de 2020” (Soylent Green, 1973) muito jovem, na TV. Apesar de ambientado no futuro e da premissa aterradora, descoberta no final do filme – e no final desse artigo -, é um filme policial de construção padrão, linguagem correta, coisa que o Richard Fleischer faz, seguindo a cartilha. Há, porém, algumas coisas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Assisti “No Mundo de 2020” (Soylent Green, 1973) muito jovem, na TV. Apesar de ambientado no futuro e da premissa aterradora, descoberta no final do filme – e no final desse artigo -, é um filme policial de construção padrão, linguagem correta, coisa que o Richard Fleischer faz, seguindo a cartilha. Há, porém, algumas coisas que diferenciam o filme.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Quando vi o filme, uma cena ficou retida na memória. O mundo do futuro é quente, muito quente. Mesmo assim, o personagem principal se delicia diante da possibilidade de tomar um&#8230; banho quente! Essa foi uma cena importante para mim. Se estava tão calor, por que o herói queria tanto um banho quente? (Anos depois, com essa cena ainda viva, pensei em uma história toda desenvolvida sobre essa cena; o banho quente no dia de calor)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/soylent_green-original2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-55" title="soylent_green-original2" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/soylent_green-original2.jpg" alt="" width="492" height="755" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/soylent_green-original.jpg"></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O que faz desse filme, um filme “diferente” – tirando o gosto do detetive por banhos quentes – é sua aura noir com ambientação quente, iluminada, fosfórica. Em termos visuais é um anti-Blade Runner. A tensão noir, porém, está bem lá: nas mulheres fatais, na batida da “investigação do heróis solitário” e, essencialmente, na vibração do trio masculino principal: Charlton Heston, Joseph Cotten e Edward G. Robinson – foi, inclusive, o último filme de Robinson.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Heston é o detetive que pode ter servido de modelo tanto para o Harrison Ford de “Blade Runner” (inteligente, mas algo deslocado; ágil, mas não querendo acreditar em coisas que se lhe apresentam) quanto para o Bruce Willis de “Os 13 Macacos” (o herói involuntário, homem certo na hora errada ou vice-versa, assustado com a realidade). Há um eco, não só no filme como do personagem de Heston, em “Arquivo X” (a busca por uma verdade abjeta, o clima paranóico e conspiratório). “Soylent Green” abriu possibilidades.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O mundo futuro desesperador e miserável, o cataclisma ambiental, os alimentos que sumiram, a fome que grassa, anteciparam muitos filmes, assim como essa “onda” verde, o novo filme do Shyamalan, “Eu sou a Lenda”, “Uma Verdade Inconveniente”, etc&#8230;, etc&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O principal ponto, e aqui vai o <em>spoiler</em> inevitável, é que a investigação empreendida por Heston envolve a morte de um empresário responsável pela fabricação do principal alimento da humanidade naqueles dias, o tal &#8220;Soylent Green&#8221;. O que não sabemos – e que vai ser anunciado no clímax – é que o alimento é feito de&#8230; seres-humanos. Nesse sentido, o filme antecipa questões éticas, discussão sobre células-tronco, “Gattaca”, entre vários outros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Alguém há de dizer que antes de “No Mundo de 2020” houve George Orwell e Aldous Huxley – é claro. Mas no cinema, creio que “No Mundo de 2020” – pela exposição que teve, pelos grandes astros, pela repercussão do alerta que pedia que pessoas sensíveis não vissem o filme, pela ampla distribuição – marcou boa parte dos filmes de ficção do futuro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O filme passa sempre no TCM, como bem alerta <a href="http://ohermenauta.wordpress.com/2008/01/27/soylend-green-no-tcm/" target="_blank">Hermê</a>.</span></p>
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		<title>história do olho – georges bataille – primeira edição em 1928</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 15:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[A grande pergunta que a leitura das páginas desse primeiro e brevíssimo livro de Georges Bataille suscitou em mim é a grande pergunta que eu mesmo gostaria que os leitores do meu livro se fizessem no desvendar sucessivo das páginas.
Estranhamente, não encontrei essa pergunta nos elaborados ensaios que li sobre o livro. Eliane Robert de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A grande pergunta que a leitura das páginas desse primeiro e brevíssimo livro de Georges Bataille suscitou em mim é a grande pergunta que eu mesmo gostaria que os leitores do meu livro se fizessem no desvendar sucessivo das páginas.</p>
<p class="MsoNormal">Estranhamente, não encontrei essa pergunta nos elaborados ensaios que li sobre o livro. Eliane Robert de Moraes, Michel Leiris, Barthes, Cortázar e Vargas Llosa escreveram sobre ele. São textos muito interessantes; realmente dá para viajar muito nessas páginas da “História do Olho” – possivelmente um dos livros mais escolhidos para trabalhos acadêmicos de psicologia.</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/historiaolho.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-46" title="historiaolho" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/historiaolho.jpg" alt="" width="185" height="288" /></a></p>
<p class="MsoNormal">A história do livro, se conhece: Bataille era um jovem arquivista na Biblioteca de Paris atormentado por uma infância traumática - o pai sifilítico, cego, paralítico e louco; a mãe igualmente louca e suicida na sequência – e pela infrutífera aspiração para escritor. O empurrão foi dado pelo psicanalista Adrien Borel que pediu que Bataille escrevesse sem amarras. Dessa iniciativa surgiu a “História do Olho”.</p>
<p class="MsoNormal">A história em si reúne um jovem e sua amiga em brincadeiras sexuais cheias de imagens fortes e impressionantes. Uma outra amiga se une a eles brevemente, pois é internada num sanatório e, em seguida, se mata.</p>
<p class="MsoNormal">O jovem casal sem idade parte então para uma jornada de sexo, morte e devassidão apoiados por um patrocinador inglês. A penúltima cena, que deveria fechar o livro, é assustadora em imagens e palavras. Mas talvez o assustador esteja no último capítulo, chamado de “Reminiscências” em que Bataille tenta dar um norte para a relação entre os fatos da história e de sua própria vida.</p>
<p class="MsoNormal">Antes mesmo de ler essa parte, eu já havia me feito a grande pergunta várias vezes. E qual seria essa grande pergunta? A seguinte: até que ponto o que o livro conta pode ter sido ou ser realmente realidade?</p>
<p class="MsoNormal">Sim, pois o que lemos nos impressiona e nos tira de nossa razão de maneira surreal – e o choque da realidade quando olhamos em volta, <em>a posteriori</em>, parece ser o questionamento sobre todas as pessoas comuns e o que de fato eles podem ser capazes de fazer!</p>
<p class="MsoNormal"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/andre-masson.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-47" title="andre-masson" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/10/andre-masson.jpg" alt="" width="500" height="280" /></a></p>
<p class="MsoNormal"><em>(Tela &#8220;Corrida au Soleil&#8221;, de André Masson, surrealista francês, que ilustrou &#8220;A História do Olho&#8221;, de Georges Bataille)</em></p>
<p class="MsoNormal">- Acontece já na segunda página, de forma memorialista e real: “Lembro-me de um dia em que passeávamos de carro, em alta velocidade. Atropelei uma ciclista jovem e bela, cujo pescoço foi quase arrancado pelas rodas. Contemplamos a morta por um bom tempo.”.</p>
<p class="MsoNormal">Teria isso acontecido de fato? Ao assumir o tom autobiográfico, inclusive no adendo final, Bataille nos coloca mais medo. E aponta que talvez as perversões das mentes humanas podem ser realmente chocantes quando olhadas bem de perto. Talvez por isso, mas não somente, o livro tenha esse nome.</p>
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		<item>
		<title>dario argento, o melhor diretor de filmes ruins do mundo</title>
		<link>http://biajoni.opensadorselvagem.org/dario-argento-o-melhor-diretor-de-filmes-ruins-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 13:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é 7 de setembro, uma data importante. Não pela lenga-lenga da Independência do Brasil, esse dia em que Dom Pedro II, em seu cavalo branco de Napoelão, teria liberado no País as piadas de português. No sétimo dia de Setembro se comemora o “Dia do Giallo” – e isso sim  é importante! É aniversário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/dario-argento.jpg"></a>Hoje é 7 de setembro, uma data importante. Não pela lenga-lenga da Independência do Brasil, esse dia em que Dom Pedro II, em seu cavalo branco de Napoelão, teria liberado no País as piadas de português. No sétimo dia de Setembro se comemora o “Dia do Giallo” – e isso sim<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>é importante! É aniversário de Dario Argento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Filho de mãe brasileira, com mais de 20 filmes no currículo, Argento é pouco conhecido e divulgado no Brasil, não há espaço para seus filmes nas grades de TV, as locadoras têm medo de disponibilizar filmes tão estranhos, as grandes lojas não vendem seus DVDs. Sim, boa parte da filmografia de Argento saiu no Brasil, comprei uns três ou quatro de seus filmes em bancas de DVD de supermercado de periferia&#8230; onde eles foram parar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">É incrível que um diretor como ele, que impressionou e influenciou Kubrick, DePalma e Tarantino – para ficarmos apenas no primeiro time -, não seja tratado com, pelo menos, mais cuidado. O que disseram sobre Serge Gainsbourg (“Se fosse americano estaria no mesmo nível de um Dylan”) talvez possa ser dito sobre Argento em paralelo com um desses grandes e estilosos cineastas americanos, talvez um David Lynch não tão recente. Nem evoco alguém do cinema fantástico ou de terror porque o cinema americano não tem, de fato, um GRANDE representante nessa linha, talvez John Carpenter. E Argento reina como poucos – mesmo cometendo grandes erros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">O homem começou em 1970 com “O Pássaro das Plumas de Cristal”, filme que inaugura seu estilo que ele passa a perseguir, canibalizar, introjetar, referenciar. Quase todos os outros filmes dele tem algo de “O Passáro&#8230;”, mesmo aqueles que exploram mais o fantástico que o thriller. Dizem que o filme foi inspirado pelo “Blow Up” do Antonioni, que é cheio de citações a Hitchcock, que a direção tem mais de Vitorio Storaro (fotógrafo de cena, Morricone fez a trilha) que de Argento&#8230; Não acho nada disso; acho que Argento estava meio perdido fazendo seu primeiro filme e nem ele mesmo soube direito como fez o que fez. Os caminhos que o filme percorre, na investigação de um crime, se perdem e se encontram tanto que o final não faz a menor diferença: temos um balé de cenas tão interessantes que o conjunto quase não importa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/passaro-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-32" title="passaro-2" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/passaro-2.jpg" alt="" width="500" height="744" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Muitos dizem que “O Pássaro&#8230;” é um aquecimento para “Profondo Rosso – Prelúdio para Matar”, a obra-prima que ele faria cinco anos depois. O filme só não é melhor porque Argento tinha conhecido uns caras duma banda chamada Goblin e eles, infelizmente, se tornariam parceiros fiéis nas trilhas. A música eletrônica dos caras só não é pior que as músicas de heavy-metal que Argento também inventou de meter nos filmes. Dá saudade da inventiva trilha de Morricone de “O Pássaro&#8230;”.</span><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/profondorosso_italian.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Na mesma linha desse dois filmes surgiria depois “Sleepless” (2001), com Max Von Sydow, melhor que a média dos filmes mais recentes do diretor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Além desses três, gosto muito de “Trauma” (1993)<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>e do “Terror na Ópera” (1987), filmes que revelaram ao mundo a beleza da filha do diretor, Asia Argento. Esses cinco filmes resumem a maravilha do fazer de Argento, que antes de se tornar diretor escreveu filmes, como “Era uma vez no Oeste”, de Sergio Leone.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;">Há quem goste dos filmes mais oníricos, esse efeito de sonho/pesadelo que Argento consegue com sua câmera fluídica&#8230; Mas o incensado “Phenomena” (1985) ou mesmo “Suspiria” (1977) não entram em minha lista dos melhores dele.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">Seu último filme, recém-rodado, está sendo muito aguardado. Chama-se, adequadamente, “Giallo”, amarelo em italiano, que é como chamavam as revistinhas de terror e mistério com capa<a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/giallo.jpg"></a> amarela que eram vendidas em bancas italianas. Virou definição de tipo de filme, como “Noir”. E em termos de Giallo, Argento virou sinônimo. Como Raymond Chandler e Dashiel Hammet para o Noir.<span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em><a href="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/giallo2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-40" title="giallo2" src="http://biajoni.opensadorselvagem.org/wp-content/uploads/2008/09/giallo2.jpg" alt="" width="195" height="280" /></a></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"><em></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
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<p><span style="font-size: small; font-family: Calibri;"></p>
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		<title>amor pra cachorro - 2007</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jul 2008 20:39:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>bia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu adoro ler comentários de pessoas sobre filmes, em sites de divulgação, como o Interfilmes. Sobre &#8220;Amor pra Cachorro&#8221;, filme sobre o qual quero escrever, a Nayama e a Marina comentaram lá que o filme é &#8220;Muito bom! Mostra como as pessoas devem amar realmente os animais&#8230; Uma lição.&#8221; e “Estou recomendando este filme para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu adoro ler comentários de pessoas sobre filmes, em sites de divulgação, como o <a href="http://www.interfilmes.com/filme_18435_Amor.Pra.Cachorro-(Year.of.the.Dog).html" target="_blank">Interfilmes</a>. Sobre &#8220;Amor pra Cachorro&#8221;, filme sobre o qual quero escrever, a Nayama e a Marina comentaram lá que o filme é &#8220;<em>Muito bom! Mostra como as pessoas devem amar realmente os animais&#8230; Uma lição.</em>&#8221; e “<em>Estou recomendando este filme para várias pessoas, para que tomem consciência do dever de respeitarmos todos os animais, além de nós.</em>”. Se Mike White, o diretor, estivesse morto, certamente se reviraria no túmulo.</p>
<p><a href='http://opensadorselvagem.org/blog/biajoni/files/2008/07/yeardogyear-of-the-dog-posters.jpg'><img src="http://opensadorselvagem.org/blog/biajoni/files/2008/07/yeardogyear-of-the-dog-posters.jpg" alt="Yeardogyear Of The Dog Posters" alt="" width="212" height="320" class="alignnone size-full wp-image-62" /></a></p>
<p>White é amigo de Jack Black e criador de personagens disfuncionais &amp; tramas insensatas presentes em “Orange County” “Escola do Rock” e “Nacho Libre”. Em sua estréia como diretor, ele escreveu uma sátira cínica a essas pessoas que não conseguem se relacionar, não conseguem namorar, não conseguem ser felizes porque geralmente estão mais preocupadas com os cãezinhos de rua, com as manifestações pelos direitos dos animais ou gastam mais dinheiro com a casa, comida e roupa lavada dos bichinhos de estimação do que com o próprio guarda-roupa. O problema é que essas pessoas – que podiam se identificar e achar graça no escracho de White – geralmente não tem bom-humor. Algumas dessas pessoas sequer têm qualquer humor. E o retrato que o filme faz delas, com algum realismo, faz com que elas, as personagens do filme, às vezes pareçam tão chatas, tão chatas, tão insossas nesse ramerrame em prol dos bichos que&#8230; não há bom-humor que se sustente.</p>
<p>Na chatice de ser e representar esse tipo de gente na tela, sobra um filme ácido que, para mim, resultou em uma hora e meia de curtição. Menos curtição que “Nacho Libre”, é verdade, mas uma curtição de ver ali, na tela, algumas pessoas que conheço na vida real. É gente que geralmente não vemos no cinema. E o filme é curto, isso ele tem de muito bom.</p>
<p>Faltou a White chutar o pau da barraca, botar a personagem da Molly Shannon para ficar com o personagem do John C. Reilly, fazer a cena final dos dois numa mega-trepada ao ar livre enquanto uma picanha sangra na churrasqueira. Fecha na picanha, sobem os créditos.</p>
<p>Mas só mentes re-al-men-te doentias como a minha pensam esse tipo de coisa.</p>
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