mortos de fome - 1999
“Mortos de Fome” é um filme de terror incomum, já que tudo nele parece meio fora de lugar. Estamos em 1847, durante a disputa entre norte-americanos e mexicanos pela fronteira e anexação do Texas, um ano especialmente mais frio nas Serras Nevadas. Temos um herói de guerra que é, na verdade, um covarde. Um comandante que come carne humana. Um acampamento, o Forte Spencer, com tipos peculiares: um médico alcoólatra, um casal de índios, desiludidos desnorteados com algum espírito bravio. Visto de longe, o filme parece um fumetti onde Ken Parker encontra Dylan Dog.
Mas temos ali também dois grandes atores, Guy Pearce e Robert Carlyle, apoiados em David Arquette, Jeremy Davies e Jeffrey Jones. Grande quinteto, vai dizer?
Na bárbara trilha sonora, que parece igualmente estranha e deslocada, casando perfeitamente com o conjunto todo, temos Michael Nyman e Damon Albarn. O primeiro é o prolífico compositor de trilhas cult como alguns Greenaway, “O Piano” e “Gattaca”. O segundo é vocalista e líder do Blur, idealizador do Gorillaz e voz e piano da banda The Good, The Bad and The Queen – uma pessoa que não se espera ver em uma trilha de filme de terror.
Bem, mas quem é o regente desse samba do criolo doido? Uma diretora fofa, que tem um pé no ativismo vegan e nos direitos dos homossexuais: Antonia Bird. Estranho, né? Não era pra funcionar. Uma vegetariana fazendo filme de canibalismo? Um filme extremamente macho, sem espaço para leituras homoeróticas? (Ah, bem, gente comendo gente, nham, nham…)
Pois funcionou demais, é um dos meus filmes de terror preferidos.
Antonia Bird deixou a TV brevemente para fazer 4 filmes para o cinema. O primeiro foi “O Padre”, elogiado drama sobre os dilemas de um padre gay. Depois houve uma aventura road e um policial também com Robert Carlyle. Até chegar ao assustador “Mortos de Fome”. Aí Bird voltou para a TV.
Segundo o IMDB, ela tem um novo projeto para cinema, novamente com Carlyle, uma comédia com invasores de corpos em Londres. O roteiro é de Irvine Welsh, de “Trainspotting”. Esse tipo de coisa sim, me dá medo.

abril 28th, 2008 às 19:12
Porra, nunca tinha ouvido falar. Declaro-me à procura!
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maio 1st, 2008 às 10:40
Ah, que lindo! Inspirado… parabéns, eu brinquei no meu blog, mas gostei do filme, confesso que mexeu um pouco com o meu lado vegetariano, tenho nojo de carne de vaca, imagina de carne humana, hahaha! Beijo amor, adorei o post.
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maio 5th, 2008 às 22:08
Vi, mas confesso que tinha caído no esquecimento. Falha minha claro. Tenho péssima memória par algumas coisas… Vou rever, ainda mais agora que sou vegetariana (ou quase). Adoro canibalismo. Acho que todo vegetariano gosta, né não???
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maio 7th, 2008 às 10:32
Samba do criolo doido, mesmo! Vou procurar, me parece interessantíssimo!
Obrigada pela dica!
Clarisse
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agosto 23rd, 2008 às 8:38
carenhas e caritissimas..
olha q nojento…nao curto muito naum!
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